
Líder supremo do Irã chama Trump de 'criminoso' e o responsabiliza por mortes, danos e ataques ao país

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, responsabilizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelas mortes e danos causados no país e denunciou os insultos que ele dirigiu à República Islâmica.

"Consideramos o presidente dos Estados Unidos culpado pelas mortes, pelos danos e pelas calúnias que infligiu à nação iraniana", declarou Khamenei em um discurso diante de milhares de pessoas.
Em seu discurso, Khamenei afirmou que "o objetivo da recente conspiração dos Estados Unidos é engolir o Irã".
"A nação iraniana pôs fim aos distúrbios; agora também deve punir os responsáveis.", acrescentou.
O líder supremo fez essas declarações após os recentes protestos antigovernamentais, que começaram no final de dezembro e têm diminuído nos últimos dias.
Saiba mais sobre o líder supremo do Irã e por que ele tem mais poder que o presidente no sistema político do país neste artigo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira (14) que a situação no país está estabilizada há vários dias, após uma operação contra terroristas que incitavam os distúrbios.
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
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