
Lula reúne comando militar e Ministério da Defesa para discutir reforço da defesa nacional após ofensiva dos EUA na Venezuela

A cúpula militar brasileira informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre as necessidades das Forças Armadas do país diante de um novo cenário geopolítico.

Na quinta-feira (15), o presidente se reuniu no Palácio do Planalto com os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além do ministro da Defesa, José Múcio.
Foi a primeira consulta com esses líderes militares desde a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, em 3 de janeiro, e o tema fez parte da conversa, que durou cerca de duas horas, informou o jornal O Globo.
Durante o encontro, os comandantes alertaram Lula sobre as vulnerabilidades nas forças armadas.
O comandante do Exército, Tomás Paiva, destacou a necessidade de reforçar a defesa antiaérea, investir em drones e modernizar os helicópteros militares.
Já o comandante da Marinha, Marcos Olsen, enfatizou a importância de modernizar aviões, submarinos e outros equipamentos navais.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravísima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
