
Casa Branca anuncia quem formará o 'conselho de paz' para a Faixa de Gaza

A Casa Branca anunciou nesta sexta-feira (16) que um "conselho de paz" supervisionará o novo governo da Faixa de Gaza e incluirá, entre outros, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o secretário de Estado americano Marco Rubio; e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano Donald Trump.

O grupo é completado pelo enviado da Casa Branca, Steve Witkoff; pelo diretor da Apollo Global Management, Marc Rowan; e pelo presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, de acordo com o comunicado.
A "comissão executiva fundadora", como a Casa Branca a denominou, é "composta por líderes com experiência em diplomacia, desenvolvimento, infraestrutura e estratégia econômica".
Trump também nomeou Aryeh Lightstone e Josh Gruenbaum como conselheiros seniores do "conselho de paz", encarregados de "liderar a estratégia e as operações diárias, além de traduzir o mandato e as prioridades diplomáticas do conselho em uma execução disciplinada".
De acordo com a Casa Branca, Nikolai Mladenov, diplomata búlgaro que atuou como enviado das Nações Unidas para o Oriente Médio de 2015 a 2020, será o Alto Representante para Gaza. Sua missão será garantir a "coordenação entre os pilares civil e de segurança", atuando como elo de ligação entre o "Conselho de Paz" e o Comitê Nacional para a Administração de Gaza.
Em busca de uma 'desmilitarização abrangente'
O governo norte-americano também criou um "Conselho Executivo de Gaza", que inclui Blair, Kushner, Mladenov e Witkoff, entre outros funcionários, para apoiar a "governança eficaz" do território, e anunciou que novos membros serão adicionados nas próximas semanas.
"Para garantir a segurança, preservar a paz e criar um ambiente duradouro livre de terrorismo", os Estados Unidos nomearam o major-general Jasper Jeffers como comandante da Força Internacional de Estabilização, que "liderará as operações de segurança, apoiará a desmilitarização abrangente e possibilitará a entrega segura de ajuda humanitária e materiais de reconstrução".
- O cessar-fogo de outubro de 2025 pôs fim a dois anos de combates que deixaram mais de 70 mil palestinos mortos e a Faixa de Gaza devastada. O plano de paz prevê que, numa segunda fase, o Hamas renunciará ao poder e entregará suas armas, Israel reduzirá sua presença militar a uma pequena zona de segurança e uma força internacional entrará em Gaza para estabilizar o enclave. Enquanto isso, mais de dois milhões de palestinos continuam vivendo em condições precárias, muitos deles deslocados em campos e abrigos improvisados.

