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Trump diz que Estados Unidos têm 'uma excelente relação com os governantes da Venezuela'

O presidente norte-americano afirmou que Caracas "mudou muito" em apenas alguns dias.
Trump diz que Estados Unidos têm 'uma excelente relação com os governantes da Venezuela'AP / Julia Demaree Nikhinson

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dissenesta sexta-feira (16) que seu relacionamento com as autoridades responsáveis ​​pelo governo venezuelano é "excelente" e que houve progressos positivos em apenas alguns dias.

"Eu gosto muito da Venezuela e tenho coisas boas a dizer sobre ela. Não tenho nada de negativo a dizer sobre a Venezuela; é um ótimo país", disse Trump durante um discurso na Casa Branca.

Trump enfatizou que a situação na Venezuela agora é "muito diferente" e observou que, em apenas uma semana, o país "mudou muito ".

A declaração se refere ao bombardeio e à invasão militar realizados por Washington em território venezuelano em 3 de janeiro, que resultaram na morte de mais de 100 pessoas, incluindo civis e militares, e no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Trump dusse ainda que os Estados Unidos têm atualmente "uma excelente relação com os governantes da Venezuela" e que "muita pressão foi aliviada" no diálogo bilateral.

Na quarta-feira (14), o presidente norte-americano informou que teve "uma ótima conversa" com a presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, a quem descreveu como "uma pessoa fantástica".

"Ela é alguém com quem temos trabalhado muito bem. O [secretário de Estado] Marco Rubio está tratando com ela. Eu cuidei disso esta manhã. Tivemos uma longa conversa por telefone. Falamos sobre muitas coisas. E acho que nos damos muito bem com a Venezuela", disse Trump na data. 

Por sua vez, Rodríguez confirmou que a conversa com Trump foi "longa, produtiva e cordial", conduzida "dentro de uma estrutura de respeito mútuo".

A presidente encarregada acrescentou que ambos discutiram "uma agenda de trabalho bilateral para o benefício" dos povos de ambas as nações, "bem como (...) questões pendentes na relação bilateral" entre Caracas e Washington, como os esforços diplomáticos que ela prometeu liderar para garantir a libertação de Maduro e Flores.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.