
Trump diz que tem negociado o território da Groenlândia com a OTAN

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insistir nesta sexta-feira (16) na suposta necessidade de anexar a Groenlândia por razões de "segurança nacional".

Durante uma rápida conversa com a imprensa, o mandatário afirmou que seu país precisa "urgentemente" do território. Trump foi questionado por repórteres se planeja retirar Washington da OTAN.
"A OTAN tem negociado conosco sobre a Groenlândia. Precisamos urgentemente da Groenlândia para a segurança nacional. Se não a tivermos, teremos uma enorme lacuna na segurança nacional, especialmente no que diz respeito ao que estamos fazendo em relação ao Domo de Ouro", disse o presidente.
Donald Trump afirmou ainda que os Estados Unidos têm "as forças armadas mais poderosas do mundo".
"Elas estão ficando cada vez mais fortes", acrescentou, lembrando a agressão em território venezuelano em 3 de janeiro e o ataque às instalações nucleares iranianas em junho do ano passado.
"Então, sim, [...] estamos conversando com a OTAN", concluiu.
- Trump tem insistido em conseguir, "de um jeito ou de outra", que a Groenlândia passe a fazer parte dos Estados Unidos, alegando que barcos de várias nações navegam perto da costa norte americana e que, por isso, Washington precisa "ficar atento". "Sim, precisamos da Groenlândia, absolutamente. Precisamos dela para nossa defesa", reforçou Trump. Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, rebateu dizendo que a narrativa sobre a presença de navios chineses na Groenlândia não é verdadeira.
- Nem as autoridades da Groenlândia nem as da Dinamarca aceitaram as intenções de Trump e insistem que sua soberania seja respeitada.
- A administração Trump deixou claro que não descarta a via militar para se apropriar do território. Outra possibilidade em estudo seria oferecer à Groenlândia um acordo no estilo do Pacto de Livre Associação (COFA, na sigla em inglês), que daria às forças americanas direitos de acesso exclusivo às águas territoriais e ao espaço aéreo da ilha, em troca de assistência econômica e financeira.
Em resposta às recentes alegações de Washington de anexação da ilha, os líderes da França, Alemanha, Itália, Polônia, Espanha, Reino Unido e Dinamarca declararam em um comunicado conjunto na semana passada que "a Groenlândia pertence ao seu povo" e que "cabe à Dinamarca e à Groenlândia, e somente a elas, decidir sobre assuntos que lhes dizem respeito".
- Em 15 de janeiro, França, Alemanha, Suécia e Noruega se juntaram em uma missão militar europeia na Groenlândia. Os países enviarão militares para uma operação conjunta após repetidas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar o controle da ilha. O território faz parte da Dinamarca e é protegido pela OTAN.
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