
Enviado de Trump revela exigências dos EUA ao Irã para uma solução diplomática

O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, sugeriu em entrevista ao jornal The Times of Israel na quinta-feira (15), que o governo de Donald Trump prefere uma solução diplomática e não militar para as atuais tensões com o Irã.

De acordo com Witkoff, um eventual acordo incluiria quatro questões: "(1) o enriquecimento nuclear; (2) os mísseis — eles precisam reduzir seu estoque —; (3) o material [nuclear] que possuem, que ronda os dois mil quilogramas, enriquecidos em uma faixa entre 3,67% e 60%; e (4) as milícias 'proxy'". "Espero que haja uma resolução diplomática. Espero sinceramente que sim", acrescentou.
Witkoff também sugeriu que Teerã poderia estar disposto a ceder nos pontos porque, como ele afirmou, a economia do país está passando por uma situação grave: "Se eles querem voltar à liga das nações, podemos resolver esses quatro problemas pela via diplomática, e essa seria uma ótima solução. A alternativa é ruim", declarou.
Perguntado se tinha alguma mensagem para os manifestantes iranianos, Witkoff respondeu que "são pessoas incrivelmente corajosas". "Estamos com vocês", enfatizou.
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
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