Notícias

Delcy Rodríguez detalha o que será feito com as divisas do petróleo que entrarem na Venezuela

"Toda divisa que ingressar no país por cooperação energética será destinada a dois fundos soberanos: um para a proteção social e o bem-estar dos trabalhadores, e outro para infraestrutura e serviços que impulsionem o desenvolvimento econômico e social", declarou a presidente encarregada do país.
Delcy Rodríguez detalha o que será feito com as divisas do petróleo que entrarem na VenezuelaIvan Mc Gregor / Anadolu / Gettyimages.ru

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, especificou nesta sexta-feira (16) qual será o destino das divisas de petróleo que entrarem no país a título de cooperação energética, duas semanas após a agressão militar perpetrada pelos EUA que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro.

Na quinta-feira (15), em discurso anual à nação, Rodríguez detalhou o que acontecerá com as verbas provenientes da indústria petrolífera.

"Toda divisa que ingressar no país por cooperação energética será destinada a dois fundos soberanos: um para a proteção social e o bem-estar dos trabalhadores, e outro para infraestrutura e serviços que impulsionem o desenvolvimento econômico e social", declarou.

Em mensagem compartilhada nesta sexta-feira (16) no Telegram com um trecho do discurso perante o Parlamento, Rodríguez reiterou os pontos-chave de sua proposta de reforma parcial da Lei de Hidrocarbonetos para "proteger" os modelos produtivos estabelecidos na atual Lei Antibloqueio.

A ideia, explicou na quinta-feira, é que a modificação da estrutura legal "permita que esses fluxos de investimentos sejam incorporados a novos campos, a campos onde nunca se fez investimento e a campos sem infraestrutura". "Peço a este corpo legislativo a aprovação desta reforma parcial", solicitou a presidente interina sob aplausos.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravísima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.