Cuba homenageia 32 soldados mortos em ataque dos EUA na Venezuela

A "marcha do povo combatente" se realiza em Havana nesta sexta-feira em frente à Embaixada dos EUA.

Nesta sexta-feira (16), Cuba homenageou os 32 combatentes que perderam a vida durante a agressão militar dos EUA à Venezuela no último dia 3 de janeiro em cerimônia solene realizada nas ruas de Havana e em frente à Embaixada dos EUA. 

Milhares de cidadãos se mobilizaram desde as primeiras horas da manhã na Tribuna Anti-imperialista José Martí para se despedir dos militares, cujos restos mortais chegaram ao aeroporto internacional da ilha na quinta-feira (15), onde já foram homenageados em uma cerimônia militar.

Convocada pelas autoridades, uma multidão se reuniu para mostrar sua rejeição ao imperialismo norte-americano e defender sua soberania diante das últimas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, que reiterou em várias ocasiões que pretende implementar uma mudança de regime em Cuba.

A cerimônia de homenagem foi presidida pelas principais autoridades do país. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, tomou a palavra para censurar as ações dos Estados Unidos e manifestar sua solidariedade ao povo da Venezuela.

"Os restos mortais sagrados dos nossos 32 compatriotas chegaram ontem à pátria, que já é lendária pela relação afetuosa entre Fidel e Chávez, a América Latina e o Caribe", afirmou o presidente, que denunciou duramente "os promotores do ataque e do sequestro do presidente Maduro" que ignoraram "abertamente os limites do direito internacional".

Durante toda a manhã, serão realizadas cerimônias semelhantes em todas as províncias de onde eram originários os combatentes mortos, segundo a TeleSur. Às 16h (hora local), os restos mortais serão enterrados nos cemitérios dos Caídos por la Defensa em suas respectivas localidades.

O ataque militar dos EUA causou mais de uma centena de mortes, entre as quais 32 cidadãos cubanos, todos membros da guarda do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro