
Cuba homenageia 32 soldados mortos em ataque dos EUA na Venezuela

Nesta sexta-feira (16), Cuba homenageou os 32 combatentes que perderam a vida durante a agressão militar dos EUA à Venezuela no último dia 3 de janeiro em cerimônia solene realizada nas ruas de Havana e em frente à Embaixada dos EUA.
Milhares de cidadãos se mobilizaram desde as primeiras horas da manhã na Tribuna Anti-imperialista José Martí para se despedir dos militares, cujos restos mortais chegaram ao aeroporto internacional da ilha na quinta-feira (15), onde já foram homenageados em uma cerimônia militar.
🔴EN VIVO: 🇨🇺🕊Cuba organiza una "marcha del pueblo combatiente" en La Habana para honrar a los ciudadanos asesinados en Venezuela https://t.co/HLoMcebuq1
— Sepa Más (@Sepa_mass) January 16, 2026
Convocada pelas autoridades, uma multidão se reuniu para mostrar sua rejeição ao imperialismo norte-americano e defender sua soberania diante das últimas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, que reiterou em várias ocasiões que pretende implementar uma mudança de regime em Cuba.
🇨🇺🕊 Cuba homenageia 32 soldados mortos em ataque dos EUA na VenezuelaA "marcha do povo combatente" se realiza em Havana nesta sexta-feira (16) em frente à Embaixada dos EUA.📍Saiba mais: https://t.co/YrjBilwARkpic.twitter.com/s0Oo50C5Uy
— RT Brasil (@rtnoticias_br) January 16, 2026
A cerimônia de homenagem foi presidida pelas principais autoridades do país. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, tomou a palavra para censurar as ações dos Estados Unidos e manifestar sua solidariedade ao povo da Venezuela.
"Os restos mortais sagrados dos nossos 32 compatriotas chegaram ontem à pátria, que já é lendária pela relação afetuosa entre Fidel e Chávez, a América Latina e o Caribe", afirmou o presidente, que denunciou duramente "os promotores do ataque e do sequestro do presidente Maduro" que ignoraram "abertamente os limites do direito internacional".

Durante toda a manhã, serão realizadas cerimônias semelhantes em todas as províncias de onde eram originários os combatentes mortos, segundo a TeleSur. Às 16h (hora local), os restos mortais serão enterrados nos cemitérios dos Caídos por la Defensa em suas respectivas localidades.
O ataque militar dos EUA causou mais de uma centena de mortes, entre as quais 32 cidadãos cubanos, todos membros da guarda do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
