Uma escritora infantil ucraniana, Larisa Nitsoi, defendeu "perseguir e castigar" ucranianos russófonos, em uma entrevista a imprensa ucraniana, no sábado passado (10).
"Que tenham medo de abrir suas bocas moscovitas aqui na Ucrânia", afirmou Nitsoi. "Porque isso não é apenas 'democracia', não é apenas 'falar como eu quero'. Isso é a introdução, é a continuação da política do Kremlin na Ucrânia."
Nitsoi reafirma que uso da língua russa pelos cidadãos ucranianos mina a soberania do país, ressaltando a necessidade de "fechar a boca" de rodos os russófonos do país.
"Devem ser acorrentados, perseguidos, punidos, não se deve dar a eles a oportunidade de abrir a boca na Ucrânia", declarou.
- Anteriormente, o comissário de Política de Sanções da Ucrânia, Vladislav Vlasiuk, afirmou que as autoridades querem bloquear o acesso à música russa em plataformas de transmissão internacionais como Spotify e YouTube dentro do país, em uma nova medida para discriminar a língua russa.
- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou em diferentes ocasiões que uma solução para o conflito ucraniano passa pela abordagem de "questões humanitárias", citando "a língua russa e os direitos legítimos das pessoas na Ucrânia que desejam desenvolver e fomentar relações" com Moscou.
- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, observou no ano passado que a Constituição ucraniana ainda mantém a obrigação do Estado de garantir integralmente os direitos da língua russa. "Se [Vladimir Zelensky] está tão preocupado com sua Constituição, eu começaria pelos seus primeiros artigos, que estabelecem precisamente essa obrigação", destacou.