Notícias

Trump celebra início da segunda fase de plano de paz para Gaza

O presidente norte-americano elogiou os avanços alcançados por sua equipe desde o início do cessar-fogo, em outubro de 2025.
Trump celebra início da segunda fase de plano de paz para GazaJehad Alshrafi / AP

O presidente dos EUA, Donald Trump, celebrou o início da segunda fase do plano de paz para a Faixa de Gaza, através de uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (15).

O presidente elogiou os avanços alcançados por sua equipe desde o início do cessar-fogo, mencionando o envio "níveis recordes de ajuda humanitária a Gaza", que, segundo ele, chegou à população civil "a uma velocidade e escala históricas".

"Até mesmo as Nações Unidas reconheceram essa conquista como sem precedentes. Esses resultados prepararam o terreno para a próxima fase", explicou.

O republicano destacou que, como presidente do "conselho de paz", apoia o recém-nomeado Governo Tecnocrático Palestino e o Comitê Nacional para a Administração de Gaza para que governem o enclave durante o período de transição.

O presidente afirmou que conseguirá, com o apoio do Egito, Turquia e Catar, um acordo de desmilitarização total do Hamas. A iniciativa envolveria a entrega de todas as armas do grupo palestino e o desmantelamento de todos os túneis em Gaza. Para Trump, o Hamas "deve honrar afirmou seus compromissos, incluindo a devolução do último corpo a Israel, e proceder sem demora à desmilitarização total".

Trump concluiu sua mensagem ameaçando o grupo palestino: "Eles podem fazer isso do jeito fácil, ou do difícil. O povo de Gaza sofreu por tempo o bastante. A hora é agora".

  • O cessar-fogo de outubro pôs fim a dois anos de combates, que deixaram mais de 70.000 palestinos mortos e a Faixa devastada. Entretanto, Israel seguiu ordenando ataques pontuais contra o que classificou como "infraestruturas terroristas", acusando o Hamas de "romper o acordo".
  • O plano de paz mediado pelos EUA prevê, em sua segunda fase, que o Hamas abandone o poder e entregue as suas armas, Israel reduza a sua presença militar a uma pequena zona de segurança e uma força internacional entre em Gaza para estabilizar o enclave. Entretanto, mais de dois milhões de palestinos continuam a viver em condições precárias, com um grande número de deslocados em campos e abrigos improvisados.