
EUA enviam porta-aviões para o Oriente Médio enquanto Trump avalia ataque contra o Irã – Fox News

Os Estados Unidos estão deslocando ao menos um porta-aviões ao Oriente Médio, em meio à escalada de tensões com o Irã, segundo confirmaram fontes militares à emissora Fox News nesta quinta-feira (15).
Estimativas indicam que a viagem até a região dure pelo menos uma semana. Ainda não está claro se a embarcação é o USS Abraham Lincoln, que atualmente opera no Mar da China Meridional, ou um de dois porta-aviões que partiram de Norfolk e San Diego no início desta semana.

Segundo o canal, recursos aéreos, terrestres e navais norte-americanos também devem se deslocar à região para fornecer ao presidente norte-americano informações caso ele decida prosseguir com uma ação militar.
Uma fonte "bem informada" garantiu ao veículo de comunicação que, caso Trump decida realizar uma ação militar, "esta será diferente, mais ofensiva", acrescentando que os estrategistas militares norte-americanos "estão preparando uma série de opções" que dependerão de como o governo iraniano agir nos próximos dias.
Também está previsto o envio de sistemas de defesa antimísseis para a região, com o objetivo de reforçar a defesa das bases dos EUA em Israel.
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
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