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María Corina Machado diz ter entregue medalha do Nobel da Paz a Trump

Opositora venezuelana extremista se reuniu nesta quinta-feira (15) com o presidente dos EUA em Washington.
María Corina Machado diz ter entregue medalha do Nobel da Paz a TrumpGettyimages.ru / Nathan Posner/Anadolu

A líder extremista da oposição venezuelana, María Corina Machado, declarou ter entregue ao presidente dos EUA, Donald Trump, a medalha do Prêmio Nobel da Paz que lhe foi condedida em dezembro de 2025.

"Entreguei ao presidente dos EUA a medalha do Prêmio Nobel da Paz", disse Machado a alguns jornalistas em Washington nesta quinta-feira (15).

Mais cedo, Machado e Trump se reuniram na Casa Branca, onde compartilharam um almoço privado, junto ao secretário de Estado, Marco Rubio.

A opositora venezuelana já havia dedicado previamente o prêmio a Trump, chegando a se oferecer para cedê-lo. No entanto, a Fundação Nobel lembrou no início de janeiro que o prêmio — ao qual o presidente americano aspirava com o argumento de ter interrompido várias guerras em 2025 — é irrevogável e intransferível, não podendo ser compartilhado com terceiros.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.