58% dos brasileiros estão preocupados com a possibilidade de os Estados Unidos realizarem no Brasil uma intervenção similar à recente ação na Venezuela, enquanto outros 40% afirmam não ter esse receio, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (15).
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Os dados foram coletados a partir da seguinte pergunta: Depois da ação dos EUA na Venezuela, você tem medo de que possa haver algo parecido contra o Brasil em um futuro próximo?
As respostas:
- Sim, tenho medo: 58%;
- Não tenho medo: 40%;
- Não sabe/não respondeu: 2%.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- Os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano no dia 3 de janeiro. A operação terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente frente às acusações de narcoterrorismo, em 5 de janeiro, em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse em 5 de janeiro como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.