
EUA impõem sanções adicionais ao Irã por conta de protestos violentos

Os Estados Unidos impuseram novas sanções ao Irã nesta quinta-feira (15) após os protestos antigoverno em massa que estouraram no país no final de dezembro.
"Por ordem do presidente [Donald] Trump, o Departamento do Tesouro está sancionando os principais líderes iranianos envolvidos na repressão brutal contra o povo iraniano", declarou o secretário do Tesouro, Scott Bessent. Ele acrescentou ainda que a instituição "utilizará todos os meios ao seu alcance para perseguir os responsáveis pela opressão tirânica dos direitos humanos".
Entre os funcionários de segurança iranianos sancionados que Washington considera como "os artífices da repressão brutal" contra os manifestantes, figura Alí Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional (SCNS).

Além disso, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) sancionou 18 pessoas e entidades ligadas à lavagem de receitas da venda de petróleo e produtos petroquímicos iranianos no exterior, que, segundo as autoridades americanas, operam por meio de "redes clandestinas de 'banca paralela'" associadas a instituições financeiras iranianas sancionadas Bank Melli e Shahr Bank.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou na quarta-feira (15) que a situação no país persa está estabilizada há vários dias após a realização de uma operação contra os "terroristas que instigaram protestos".
"Já faz quatro dias que tudo está tranquilo. Não há manifestações. Não há distúrbios, nada no Irã nos últimos quatro dias", afirmou o ministro em entrevista à Fox News.
- A administração Trump manifesta apoio aos protestos antigovernamentais que eclodiram no Irã no final de dezembro e rapidamente se tornaram violentos, causando vítimas mortais tanto entre a oposição quanto nas forças policiais. O presidente Donald Trump não excluiu o uso da força em retaliação.
- Teerã, por sua vez, acusa os EUA e Israel de instrumentalizar os protestos como parte de uma "guerra branda" contra a República Islâmica. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, denunciou no domingo passado que "terroristas" ligados a potências estrangeiras estão matando pessoas inocentes, queimando mesquitas e atacando propriedades públicas.
