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EUA confirmam sequestro de petroleiro ligado à Venezuela

A operação foi conduzida pelo Departamento de Guerra em colaboração com a Guarda Costeira dos EUA.
EUA confirmam sequestro de petroleiro ligado à VenezuelaGettyimages.ru / Jesus Vargas

O Comando Sul dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (15) a apreensão "sem incidentes" de um petroleiro vinculado à Venezuela.

"O Veronica é o último navio-tanque que opera desafiando a quarentena estabelecida pelo presidente [Donald] Trump para embarcações sancionadas no Caribe, o que demonstra mais uma vez a eficácia da Operação Lança do Sul", escreveu o órgão em sua conta no X.

A operação foi realizada pelo Departamento de Guerra em colaboração com a Guarda Costeira dos EUA, através dos Departamentos de Segurança Interna e de Justiça.

"O único petróleo que sairá da Venezuela será aquele que for coordenado de forma adequada e legal. O Departamento de Guerra, em coordenação com parceiros interinstitucionais, defenderá nossa pátria, pondo fim às atividades ilícitas e restabelecendo a segurança no hemisfério ocidental", acrescenta o texto.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • Os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano no dia 3 de janeiro. A operação terminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente frente às acusações de narcoterrorismo, em 5 de janeiro, em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse em 5 de janeiro como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.