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Cuba recebe corpos de 32 militares mortos durante ataque dos EUA na Venezuela

Os soldados serão homenageados com uma cerimônia militar e posteriormente serão transferidos para o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, em Havana.
Cuba recebe corpos de 32 militares mortos durante ataque dos EUA na VenezuelaAP

Restos mortais de 32 oficiais cubanos assassinados durante a agressão militar americana na Venezuela no dia 3 de janeiro, chegaram nesta quinta-feira (15) a Havana.

Estiveram presentes na cerimônia oficial o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, o ex-presidente Raúl Castro, o ministro das Relações Exteriores Bruno Rodríguez, entre outras autoridades do país caribenho.

"A morte não derrota aqueles que caem com um rifle na mão defendendo uma causa justa. Eles não retornam como sombras, pelo contrário, são uma nova luz que nos fortalece, nos inflama e nos compromete", discursou o ministro do Interior de Cuba, Lázaro Alberto Álvarez.

Segundo o Ministério da Saúde Pública de Cuba, após a repatriação, será realizada uma cerimônia militar no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana.

Posteriormente, eles serão transportados pela avenida Rancho Boyeros até a sede do Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, ao lado da Praça da Revolução. Os cidadãos poderão prestar suas homenagens durante o trajeto fúnebre e nas instalações do Ministério, onde os corpos dos combatentes permanecerão expostos.

Uma manifestação foi convocada para sexta-feira (16) em frente à Embaixada dos EUA na ilha, diante do cenário de repetidas intimidações de Washington contra Cuba.

A serviço da pátria

Os militares mortos tinham idades entre 26 e 60 anos e faziam parte da guarda do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, sequestrado junto com sua esposa, Cilia Flores, durante a agressão dos Estados Unidos contra o país sul-americano.

Todos eram membros das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior. As vítimas estavam a serviço na Venezuela, como parte de acordos de proteção entre os dois países.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • Os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano no dia 3 de janeiro. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse no dia 5 de janeiro como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Diversos países da comunidade internacional, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", declarou Lavrov.