Notícias

Chevron espera receber licença para ampliar operações na Venezuela, diz imprensa americana

A empresa é a única grande petrolífera sediada nos EUA autorizada a operar no país sul-americano.
Chevron espera receber licença para ampliar operações na Venezuela, diz imprensa americanaJoe Raedle / Gettyimages.ru

A petroleira norte-americana Chevron poderá receber esta semana uma licença ampliada dos Estados Unidos para aumentar a produção e as exportações de petróleo da Venezuela, informou a Reuters nesta quinta-feira (15), com referência a três fontes do setor petrolífero.

A empresa, a única norte-americana que opera no país sul-americano, seria uma das várias que aguardam a aprovação do governo do presidente Donald Trump para fazer negócios na Venezuela, enquanto produtores, comerciantes e refinarias buscam acesso ao petróleo venezuelano após o sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro.

As empresas Marathon Petroleum e Valero Energy, bem como as comercializadoras Mercuria e Glencore, também negociam com o governo norte-americano para obter licenças, segundo fontes do setor.

Até o momento, a Chevron é a única grande petrolífera sediada nos Estados Unidos autorizada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro norte-americano a operar na Venezuela — país submetido há anos a sanções comerciais e bloqueios financeiros, cujo impacto econômico e social tem sido amplamente documentado.

Na semana passada, a Reuters informou que a petrolífera estaria em negociações com Washington para ampliar sua licença de operação na Venezuela com o objetivo de aumentar as remessas de petróleo para suas próprias refinarias e abrir portas para vendas a outros compradores. De acordo com fontes da agência, a companhia poderia até mesmo comercializar parte da produção de petróleo da estatal PDVSA, caso autorizada.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.