
Tarifraco: apesar de taxações por Trump, China atinge recorde de superávit comercial em 2025

A China deverá atingir um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,5 trilhões) até 2025, informou a South China Morning Post na quarta-feira (14). O marco, confirmado pelo portal Trading Economics, é atribuído ao crescimento das exportações por uma política de diversificação de mercados, apesar de uma queda brusca nas exportações aos Estados Unidos, em meio aos tarifaços do governo de Donald Trump.
O superávit mensal de exportações da China ultrapassou sete vezes a marca dos US$ 100 bilhões (cerca de R$ 540 bilhões) em 2025, enquanto em 2024 esse ponto tenha sido superado apenas uma vez, divulgou a mídia britânica Reuters. A reportagem aponta que essa tendência foi parcialmente sustentada pela desvalorização do yuan, enfatizando que as medidas de Trump praticamente não impactaram o comércio da China com o resto do mundo.
Analistas esperam que o gigante asiático continue a aumentar sua participação no mercado global este ano, graças à forte demanda internacional por chips e eletrônicos e ao rápido estabelecimento de polos de produção por empresas chinesas no exterior. A expansão, afinal, proporciona acesso aos mercados americano e europeu com menor pressão tarifária.

Legalidade das tarifas
As declarações ocorrem no momento em que a Suprema Corte dos Estados Unidos deve julgar ainda neste mês a legalidade das tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump. O julgamento analisará sua autoridade legal para impor tais tarifas, avaliando a justificativa apresentada por Trump em referência à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977, que habilitaria essas providências diante de uma "emergência de segurança nacional".
O presidente dos EUA advertiu na segunda-feira (12) que "qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todos os negócios".
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, reagiu a esse anúncio, afirmando que "em uma guerra tarifária, não há vencedores".
