Senado dos EUA rejeita proposta que limitaria ação de Trump na Venezuela

O vice-presidente norte-americano JD Vance foi responsável pelo voto de desempate.

O Senado dos Estados Unidos rejeitou na noite desta quarta-feira (14), por 51-50, uma resolução que pretendia limitar a capacidade do presidente Donald Trump realizar novas ações militares na Venezuela. O vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, concedeu o voto de desempate, informou a AP.

A votação sobre a "Resolução dos Poderes de Guerra" ocorreu após intensa pressão do próprio presidente sobre cinco parlamentares republicanos, que anteriormente haviam apoiado a proposta e auxiliado os democratas a fazerem avançá-la. Com isso, os senadores Josh Hawley e Todd Young mudaram suas posições sobre o tema e alteraram seu voto nesta quinta-feira.

Embora a legislação não houvesse virtualmente chance de entrar em vigor, haja visto que necessitava de sanção do próprio presidente, a votação foi vista como um "termômetro" do apoio de Trump no Senado.

Poder ilimitado?

Em 8 de janeiro, 52 senadores – cinco do Partido Republicano, no poder, e 47 da bancada democrata, votaram a favor de barrar novas ações militares presidenciais sem consulta prévia ao Congresso.

"Esta votação prejudica enormemente a autodefesa e a segurança nacional dos EUA e mina a autoridade do presidente como comandante-em-chefe", reclamou o presidente  em uma mensagem publicada no Truth Social. O Wall Street Journal noticiou que, após o revés legislativo, ele ligou para os senadores republicanos que votaram contra ele para repreendê-los.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro