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Toffoli recua e determina que provas apreendidas no caso Master fiquem na PGR e não mais no STF

Decisão anterior do ministro determinava que destino de documentos e objetos recolhidos ficassem na sede da Suprema Corte. Após um pedido da Polícia Federal e do Ministério Público, o magistrado recuou da medida.
Toffoli recua e determina que provas apreendidas no caso Master fiquem na PGR e não mais no STFMarcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que o material apreendido pela Polícia Federal (PF) nas investigações do caso Banco Master permaneça sob guarda da Procuradoria-Geral da República (PGR), e não mais no STF, como havia sido decidido anteriormente, informou o g1.

A decisão ocorre após a PF realizar a segunda fase da operação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master, com buscas em endereços ligados ao dono da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares, incluindo pai, irmã e cunhado.

Ao autorizar a operação, Toffoli havia determinado que todo o material apreendido fosse encaminhado ao STF. A PF solicitou a revisão da medida, alegando risco de frustração da investigação caso os itens não fossem submetidos à perícia.

A PGR manifestou-se favoravelmente à revisão e pediu que o material permanecesse com os investigadores. Em seguida, solicitou autorização para analisar as provas.

"A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria-Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização", afirmou a PGR no pedido.

Na decisão, Toffoli destacou que a investigação em curso possui alcance mais amplo do que apurações anteriores. Segundo o ministro, o foco atual envolve, "em tese", a gestão fraudulenta de fundos, desvio de valores e lavagem de dinheiro no Banco Master, dentro de um contexto de suposto aproveitamento de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização.