
Chanceler iraniano alerta Trump e relembra 'Guerra dos 12 dias': 'Não repita o mesmo erro'

Os Estados Unidos deveriam optar pela diplomacia e não repetir o erro que cometeram no ano passado, durante a chamada "Guerra dos 12 dias", alertou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, nesta quarta-feira (14).
"Não repita o mesmo erro que cometeu em junho. Você sabe que, se tentar uma experiência fracassada, obterá o mesmo resultado", afirmou à emissora norte-americana Fox News.
O ministro indicou que, embora os EUA tenham atacado instalações e equipamentos no período, "é impossível atacar a tecnologia e também a determinação".

Ele observou que o Irã segue disposto à diplomacia, assim como "nos últimos 20 anos: em 2015, em 2025, em todas as ocasiões", apontando que "foram os Estados Unidos que sempre fugiram da diplomacia, que romperam a diplomacia e optaram pela guerra".
"Minha mensagem é a seguinte: entre a guerra e a diplomacia, a diplomacia é a melhor opção, mesmo que não tenhamos nenhuma experiência positiva por parte dos Estados Unidos, mas mesmo assim a diplomacia é muito melhor do que a guerra", concluiu Araghchi.
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
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