O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta quarta-feira (14) à imprensa se ainda considera uma ação militar no Irã.
"Vamos observar e ver como o processo se desenvolve. Mas recebemos uma declaração muito boa, muito boa, de pessoas que estão a par do que está acontecendo", respondeu Trump a uma pergunta sobre o assunto.
Questionado novamente sobre o assunto, Trump mencionou que "todo mundo estava falando que hoje seriam realizadas muitas execuções".
"Acabaram de nos dizer que não há execuções. Espero que seja verdade. É algo muito importante", esclareceu.
O mandatário detalhou que "fontes confiáveis" lhe informaram que os supostos assassinatos de manifestantes no Irã cessaram e que não haverá execuções no país.
"Fomos informados de que os assassinatos no Irã estão cessando, que pararam. Não há planos para realizar execuções. Recebi essa informação de fontes confiáveis, mas vamos verificar", disse o presidente.
"Tenho certeza de que, se isso acontecer [as execuções], todos ficaremos muito irritados. Mas o que me disseram é que os assassinatos cessaram e que não haverá execuções", insistiu ele.
Anteriormente, as autoridades iranianas negaram as notícias veiculadas pela mídia sobre um número muito elevado de mortos nas manifestações, esclarecendo que o número nos corpos dos falecidos "é o número da autorização de sepultamento, não o número de mortos".
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
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