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Delcy Rodríguez anuncia libertação de 400 presos na Venezuela: 'Objetivo é abrir espaços políticos'

A presidente encarregada do país afirmou que a medida faz parte de um plano de reconciliação nacional iniciado por Nicolás Maduro, em dezembro de 2025.
Delcy Rodríguez anuncia libertação de 400 presos na Venezuela: 'Objetivo é abrir espaços políticos'Gettyimages.ru / Jimmy Villalta/VW Pics/Universal Images Group

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta quarta-feira (14) que 406 pessoas acusadas de cometer crimes "contra a ordem institucional", bem como aquelas ligadas a "ódio, violência e intolerância", foram libertadas como parte de um plano de reconciliação nacional iniciado em dezembro de 2025 pelo presidente Nicolás Maduro.

Em declarações à imprensa no Palácio de Miraflores, em Caracas, Rodríguez explicou que as libertações visam "abrir espaços políticos".

"Este foi o objetivo definido pelo presidente [Maduro] em dezembro de 2025, quando ocorreram 164 libertações", acrescentou.

"A mensagem é muito clara: trata-se de uma Venezuela que se abre para um novo momento político, que permite a compreensão a partir da divergência e da diversidade política e ideológica, mas que deve ser feita com respeito pelos outros e pelos direitos humanos", afirmou.

A presidente encarregada alertou que "mensagens de ódio e intolerância e atos de violência não serão permitidos" e que "o cumprimento da lei será rigoroso".

'Nova espiritualidade'

Rodríguez esclareceu que aqueles que estão "envolvidos em crimes graves contra pessoas, como homicídio" ou que têm processos em aberto por tráfico de drogas não são candidatos à libertação da prisão por meios extraordinários.

"Esta oportunidade é para a Venezuela e o povo venezuelano verem refletido um novo momento em que a coexistência, a harmonia e o reconhecimento do outro nos permitam construir uma nova espiritualidade", disse.

Dizer a verdade

Rodríguez esclareceu que aqueles que estão "envolvidos em crimes graves contra pessoas, como homicídio", ou que têm processos em aberto por tráfico de drogas, não são candidatos à libertação da prisão por meios extraordinários.

A presidente encarregada considerou a ocasião oportuna para que  a imprensa se concentrasse em "dizer a verdade" sobre o assunto e, assim, contrariar a narrativa de "algumas organizações não governamentais" que, segundo ela, estão cobrando dos familiares dos privados de liberdade a realização de procedimentos perante entidades judiciais com a promessa de obter a sua libertação. 

"Afirmamos que este é um processo que deve ser limpo, que deve estar livre dessas misérias que, por meio de algumas organizações ditas não governamentais, tentaram mentir para o mundo e disseminar falsidades sobre a Venezuela", enfatizou.