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Irã afirma estar 'preparado' para responder aos 'erros de cálculo do inimigo'

A Guarda Revolucionária Iraniana também acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de serem "assassinos da juventude iraniana".
Irã afirma estar 'preparado' para responder aos 'erros de cálculo do inimigo'Gettyimages.ru / Stringer/Morteza Nikoubazl/NurPhoto

O comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), major-general Mohammad Pakpour, afirmou nesta quarta-feira (14) que Teerã dará "uma resposta decisiva ao erro de cálculo do inimigo" e acusou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de serem "assassinos da juventude iraniana".

"A poderosa e popular Guarda Revolucionária está totalmente preparada para responder com firmeza aos erros de cálculo do inimigo e aos de traidores internos e mercenários com características do Estado Islâmico*", disse ele.

O alto comando afirmou que "os crimes brutais de seus mercenários jamais serão esquecidos e receberão a devida punição".

"Sem dúvida, Trump e Netanyahu são os assassinos da juventude iraniana e dos defensores da segurança do país", acrescentou.

Pakpour insistiu que "a sagrada unidade da nação iraniana" neutraliza o que descreveu como "planos delirantes" dos líderes da Casa Branca e de Tel Aviv contra um Irã forte.

Protestos no Irã

Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americanoinformam os meios de comunicação locais.

As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.

Incidentes provocados

No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.

No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.

Irã vive onda de protestos em meio à incitação ao caos vinda do exterior: o que se sabe?

*Classificado como grupo terrorista na Rússia e proibido em seu território.