
Putin conversa com Lula por telefone sobre Venezuela

Os presidentes da Rússia e do Brasil, Vladimir Putin e Luiz Inácio Lula da Silva, conversaram por telefone nesta quarta-feira (14) sobre a situação da Venezuela, que foi palco de uma intervenção das forças dos EUA.

Em 3 de janeiro, o país sul-americano sofreu uma agressão militar americana de larga escala que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
Em conversa, os presidentes concordaram em destacar a importância de garantir a soberania e os interesses nacionais da Venezuela.
Os dois também acordaram "continuar a coordenar esforços" através das Nações Unidas e dos BRICS, com o objetivo de "desescalar a situação na América Latina e em outras regiões do mundo".
Lula havia condenado a agressão norte-americana, o sequestro de Maduro e a sua transferência para os EUA para ser julgado por narcotráfico, classificando a ação como uma "flagrante violação do direito internacional" que estabelece "um precedente extremamente perigoso" para o mundo.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação"
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa.
- "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
