O Departamento de Estado dos EUA decretou a suspensão da emissão de vistos para 75 países, incluindo Brasil, Irã e Rússia, informou a Fox News nesta quarta-feira (14), citando acesso a memorando interno do órgão.
Segundo a reportagem, esta medida orienta funcionários consulares a negar pedidos de vistos dos países listados, em uma suspensão que será iniciada a partir da próxima quarta-feira (21) e continuará de maneira indefinida, até que o organismo diplomático realize uma reavaliação do processamento de vistos.
Entre os países que serão afetados pelas restrições, figuram também a Somália, o Afeganistão, o Iraque, o Egito, a Nigéria, a Tailândia e o Iêmen.
Países-encargo
O memorando foi definido como um novo passo do endurecimento da política migratória americana, direcionada contra candidatos considerados como potenciais "encargos públicos".
"O Departamento de Estado utilizará a sua autoridade tradicional para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um encargo público para os Estados Unidos e se aproveitariam da generosidade do povo norte-americano", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Piggott.
Piggott acrescentou que a imigração proveniente dos 75 países apontados no memorando será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia o processamento da imigração, visando impedir a entrada de "estrangeiros que se beneficiariam de prestações sociais e públicas".
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, aprovou em novembro do ano passado a restrição de vistos a pessoas que sofram de doenças crônicas, como obesidade, diabetes ou cancro, alegando que estas pessoas poderiam se tornar um encargo financeiro para os contribuintes, uma vez dentro do território americano.
Washington, em menos de um ano, revogou os vistos de mais de 100 mil pessoas, batendo um recorde histórico na política anti-migratória do país.
Entre os afetados, também se encontram cerca de 8 mil estudantes, dos quais a 500 foram imputadas acusações de posse e distribuição de drogas. Somam-se também 2.500 pessoas que trabalhavam legalmente nos EUA e que, segundo Piggott, cometeram algum tipo de crime.