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Novo escândalo de corrupção na Ucrânia: ex-premiê é investigada por compra de votos no Parlamento

Caso se soma à onda de escândalos de corrupção na Ucrânia; ex-premiê pode pegar até 10 anos de prisão.
Novo escândalo de corrupção na Ucrânia: ex-premiê é investigada por compra de votos no ParlamentoLegion-media.ru / Sergei Chuzavkov / SOPA Images / S

A ex-primeira-ministra ucraniana Yulia Timoshenko está sendo investigada pela suspeita de suborno a membros da Verkhovna Rada (parlamento do país), informou a porta-voz do Gabinete Especial Anticorrupção (SAP), Olga Postoliuk, a jornalistas.

Ela acrescentou que uma medida cautelar será solicitada em breve. A ex-premiê pode enfrentar até 10 anos de prisão, segundo a imprensa local. Timoshenko relatou que buscas noturnas foram realizadas nos escritórios do partido Batkivshchyna (Pátria). Ela também rejeitou todas as acusações, classificando-as como uma "manobra política".

De acordo com a investigação, em dezembro de 2025, Timoshenko iniciou negociações com membros do parlamento sobre pagamentos regulares para comprar seus votos na Rada. Eles receberiam instruções sobre como votar e se deveriam se abster ou não, afirmaram as autoridades anticorrupção em comunicado. No total, está sendo investigado o envolvimento de cerca de 20 deputados de outras bancadas que também podem ter recebido pagamentos ilegais.

Em seu discurso à Verkhovna Rada, Timoshenko descreveu o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) como um órgão de "pressão política". A política também publicou uma mensagem em suas redes sociais, descrevendo como a operação policial ocorreu: "Mais de trinta homens fortemente armados, sem apresentar qualquer documento, tomaram o prédio", denunciou.

"A busca foi uma grande manobra de relações públicas. Não encontraram nada e simplesmente levaram meus telefones de trabalho, documentos parlamentares e economias pessoais — informações que constam integralmente em minha declaração oficial", afirmou.

Confira os detalhes sobre o último escândalo de corrupção que abalou a Ucrânia envolvendo o setor de energia do país e aliados próximos do líder do regime de Kiev.