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Moscou comenta situação na Venezuela

"Apenas os europeus ocidentais e outros aliados de Washington, vergonhosamente, evitam julgar a legalidade da operação", declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
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Moscou considera ilegal a agressão militar massiva dos EUA contra o território venezuelano realizada no começo de janeiro, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (14).

"Nossa posição permanece inalterada. Essa posição é fundamental, baseada nos princípios do respeito à soberania e à integridade territorial de todos os Estados, cujos governos, naturalmente, representam os interesses de toda a sua população. E a Venezuela era precisamente um desses Estados. Portanto, nosso rechaço à operação ilegal realizada pelos Estados Unidos permanece válido", declarou Lavrov.

Ele observou que a posição da Rússia é compartilhada "pela esmagadora maioria dos países do Sul e do Leste Globais".

"Apenas os europeus ocidentais e outros aliados de Washington estão, vergonhosamente, tentando evitar julgar a legalidade da operação, embora seja evidente para todos que estamos diante de uma flagrante violação do direito internacional", acrescentou Lavrov.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.