China se pronuncia sobre as ameaças de Trump em relação ao Irã

Pequim "não apoia o uso nem a ameaça do uso da força nas relações internacionais", declarou a porta-voz da chancelaria chinesa.

A China reiterou na terça-feira (13) sua rejeição a qualquer interferência estrangeira nos assuntos internos de outros países, após as ameaças de intervenção militar no Irã feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em meio aos protestos antigovernamentais no país.

"A China opõe-se à interferência de forças externas nos assuntos internos de um país e não apoia o uso ou a ameaça do uso da força nas relações internacionais", afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning.

A porta-voz manifestou que Pequim "apoia e espera que o Governo e o povo iranianos possam superar as dificuldades atuais e salvaguardar a estabilidade nacional".

Situação atual

Os protestos eclodiram no final de 2025, informam os meios de comunicação locais, depois que comerciantes da capital, Teerã, fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano.

As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.

Entretanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.

Confrontos entre as forças de segurança e manifestantes foram noticiados em 3 de janeiro no município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, quando um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Ao menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, de acordo com informações da agência iraniana de notícias Mehr.

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