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Trump revela 'objetivo final' no Irã e ameaça 'ação muito severa' contra o país

Presidente afirmou que "há muita ajuda a caminho" do país, sem fornecer mais detalhes.
Trump revela 'objetivo final' no Irã e ameaça 'ação muito severa' contra o paísAnna Moneymaker / Gettyimages.ru

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (13) que o "objetivo final" no Irã é "ganhar". Em seguida, citou como exemplos de "vitórias" uma série de operações militares que resultaram em agressões, mortes e assassinatos durante seus dois mandatos. 

Entre as operações listadas por Trump em entrevista à CBS News, estão a recente agressão contra a Venezuela e o sequestro de seu presidente, Nicolás Maduro; a incursão na Síria em 2019, que culminou na morte do antigo líder do Estado Islâmico*, Abu Bakr al Baghdadi; e o assassinato em 2020 do general iraniano Qassem Soleimani.

"Bem, vamos definir isso na Venezuela. Vamos definir isso com al Baghdadi. Eles o eliminaram do mapa. Vamos definir isso com Soleimani. E vamos definir isso no Irã, onde eliminaram sua ameaça nuclear em um período de cerca de 15 minutos, assim que os [bombardeiros] B-2 chegaram. E acabou sendo uma aniquilação total, que é o que eu disse no início. Então alguns questionaram e depois disseram: 'Sabe? Trump estava certo'. Então, estávamos certos em tudo", afirmou o presidente.

Além disso, Trump ameaçou uma "ação muito severa" caso as autoridades iranianas comecem a "enforcar" manifestantes. "Não queremos que aconteça no Irã o que está acontecendo. E, vocês sabem, se eles querem protestar, isso é uma coisa. Quando começam a matar milhares de pessoas, e agora você está me falando de enforcamentos, vamos ver como isso vai acabar. Não vai acabar bem para eles", advertiu.

Em seguida, Trump reiterou que "há muita ajuda a caminho" para os cidadãos iranianos. Segundo ele, tal apoio será fornecido de "diferentes formas", incluindo assistência econômica, sem oferecer mais detalhes.

Protestos no Irã

Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americanoinformam os meios de comunicação locais.

As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.

Incidentes provocados

No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.

No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.

Irã vive onda de protestos em meio à incitação ao caos vinda do exterior: o que se sabe?

*Classificado como grupo terrorista na Rússia e proibido em seu território.