
Trump se vangloria por invasão à Venezuela: 'Um dos ataques mais bem-sucedidos de todos os tempos'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gabou-se nesta terça-feira sobre seu ataque militar lançado contra a Venezuela, classificando-o como "impecável", apesar de a agressão, contrária ao direito internacional, ter deixado mais de uma centena de vítimas mortais.
"Provavelmente o ataque mais talentoso, brilhante taticamente que tivemos em, eu diria, 100 anos", afirmou durante evento em Detroit nesta terça-feira (13). Na ocasião, comparou a operação militar no dia 3 de janeiro com o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani, ordenada por ele mesmo durante seu primeiro mandato.

A ofensiva norte-americana na Venezuela também causou danos em infraestruturas essenciais, além de resultar no sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
Petróleo
Além disso, Trump se referiu aos benefícios econômicos que, segundo ele, os EUA obterão com a venda do petróleo venezuelano, ao qual se referiu como se fosse propriedade de Washington.
"Como eu disse, milhões e milhões de barris de petróleo, e agora chegam inicialmente 50 milhões por dia, com um valor superior a 5 bilhões de dólares. Isso em um único dia. Pensem nisso: os maiores navios do mundo podem transportar um milhão de barris. Os maiores navios do mundo transportam um milhão. Nós temos 50 milhões de barris", afirmou.
A esse respeito, ele também se definiu como "o maior fã da Venezuela" e afirmou que seu governo está trabalhando com as autoridades locais para resolver o que ele classificou como "um desastre". "Estamos recuperando a Venezuela com esteróides", declarou.
Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro
- No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
- Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
- Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
- A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, tomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
- Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.
