Drones ucranianos atacam dois petroleiros no mar Negro

Os navios deveriam carregar petróleo do Cazaquistão e aguardavam a vez para receber a carga.

Dois petroleiros foram atacados nas proximidades do terminal do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (KTK, na sigla em russo), no mar Negro, informaram a Bloomberg e a RIA Novosti.

As embarcações, Delta Harmony e Matilda, estavam na área de espera próxima ao terminal. Segundo a Bloomberg, os petroleiros carregariam petróleo cazaque e aguardavam seus respectivos turnos para receber a carga designada.

Já a RIA Novosti relata que os navios "sofreram danos no equipamento de carregamento em decorrência do ataque de drones ucranianos, mas não perderam a flutuabilidade". As embarcações foram fretadas pelos consórcios Tengizchevroil (TCO) e Karachaganak Petroleum Operating (KPO).

A estatal KazMunayGas confirmou que o petroleiro Matilda foi atacado perto de uma instalação do KTK. De acordo com a empresa, o drone provocou uma explosão "sem incêndio posterior", e não houve feridos entre os tripulantes. Uma avaliação preliminar indica que o navio segue totalmente navegável e não apresenta danos estruturais graves. A operação de carregamento no terminal estava prevista para 18 de janeiro.

Ataques contra petroleiros

No fim de novembro, os petroleiros Kairos e Virat, que seguiam para o porto russo de Novorossiysk sob bandeira da Gâmbia, foram atacados por embarcações marítimas não tripuladas ucranianas.

Depois disso, no porto de Novorossiysk, um ataque do mesmo tipo deixou temporariamente fora de operação o sistema remoto de amarração VPU-2 do Consórcio do Oleoduto do Cáspio, que atende empresas do setor de energia da Rússia, do Cazaquistão, dos Estados Unidos e de vários países da Europa Ocidental.

No início de dezembro, a Direção-Geral de Assuntos Marítimos da Turquia informou que outro navio, desta vez um petroleiro carregado com óleo de girassol da Rússia para a Geórgia, também foi alvo de ataque a pouco mais de 100 quilômetros da costa turca.

Rússia alerta para medidas de retaliação

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, advertiu que, se Kiev continuar com esse tipo de ataque, Moscou poderá adotar "medidas de resposta" contra navios de países que ajudem a Ucrânia. Ele também prometeu que as Forças Armadas russas vão intensificar os ataques contra portos ucranianos e embarcações que operam nesses locais.

"O que as Forças Armadas ucranianas estão fazendo agora é pirataria. Que medidas de resposta podem ser tomadas? Em primeiro lugar, vamos ampliar o alcance dos nossos ataques contra portos, instalações e contra os navios que entram nos portos ucranianos. Em segundo lugar, se isso continuar, vamos considerar, não digo que faremos, mas vamos considerar, a possibilidade de adotar medidas de resposta contra os navios de países que ajudam a Ucrânia a realizar essas operações de pirataria", afirmou o presidente.