A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, reagiu nesta terça-feira ao anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de que "qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todos os negócios" que mantiver com os Estados Unidos.
"A posição de Pequim sobre a questão das tarifas é muito clara: em uma guerra tarifária não há vencedores", relataram os meios locais. Mao Ning acrescentou ainda que "a China defenderá firmemente seus direitos e interesses legítimos".
No dia anterior, a representante chinesa declarou que o país "se opõe firmemente à interferência nos assuntos internos de outros Estados, sustenta que a soberania e a segurança de todos os países devem ser plenamente protegidas pelo direito internacional, rejeita o uso ou a ameaça do uso da força nas relações internacionais e pede a todas as partes que intensifiquem os esforços para promover a paz e a estabilidade no Oriente Médio".
Nesse contexto, ela destacou que Pequim acompanha de perto a situação no Irã e afirmou esperar que "o governo e o povo iranianos consigam superar as dificuldades atuais e manter a estabilidade nacional".
Protestos no Irã
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
Irã vive onda de protestos em meio à incitação ao caos vinda do exterior: o que se sabe?