
Irã acusa Israel e EUA de infiltrar terroristas do Estado Islâmico nas manifestações

Nesta terça-feira (13), o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, acusou Israel e os Estados Unidos de infiltrar terroristas do Estado Islâmico nas manifestações contra o governo que abalam o país desde o fim de dezembro.
Mousavi afirmou que as forças de segurança teriam agido se não houvesse "entre os terroristas" indivíduos que não estavam cientes da situação.
"A guerra psicológica e a negligência ocasional de algumas pessoas presentes no local fizeram com que a poderosa força policial do povo e os heróicos Basij [forças paramilitares], em consideração às vidas dos civis, sacrificassem suas próprias vidas como um escudo para o povo e para a segurança deste querido país, sem utilizar suas armas", declarou no comunicado.

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas também ressaltou que as forças de segurança iranianas não permitirão que "nenhum terrorista criminoso do Estado Islâmico, fantoche de qualquer potência arrogante" opere no país.
Situação de agora
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
"Para atender ao descontentamento social, nós, funcionários públicos, devemos revisar nossa gestão e nossas instituições", acrescentou. "Acho que a culpa é minha. A culpa é nossa", enfatizou o presidente.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos. No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
Uma situação semelhante ocorreu em 6 de janeiro na cidade vizinha de Abdanan, onde um grupo organizado transformou o protesto pacífico em distúrbios. A mídia ocidental indicou que os manifestantes haviam tomado Malekshahi e Abdanan. No entanto, essa informação foi desmentida pelas autoridades. A imprensa local informa que a polícia se deslocou para a área e reforçou a segurança.
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