Ex-participantes de greves de fome pedem ação do Reino Unido por ativistas pró-Palestina presos

Em carta aberta publicada pela Al Jazeera, os signatários alertaram para risco à vida dos presos por protestarem em defesa da Palestina.

Ex-participantes de greves de fome na Irlanda, na Palestina e no centro de detenção americano de Guantánamo apelaram ao governo britânico para que intervenha em relação a ativistas pró-Palestina presos no Reino Unido.

Alguns estão em greve de fome há mais de dois meses, e os signatários alertam que suas vidas correm risco. Em carta aberta publicada pela Al Jazeera no domingo (11), os ativistas afirmaram agir "em solidariedade inabalável" com oito presos da organização Palestine Action (Ação Palestina, em português) que passaram a se recusar a comer em novembro.

Os detidos estão presos sob suspeita de terem invadido e danificado instalações da fabricante israelense de armas Elbit Systems UK em Filton, perto de Bristol, e a base aérea da RAF Brize Norton, em Oxfordshire.

Os presos negam as acusações. As exigências incluem liberdade imediata sob fiança, o direito a um julgamento justo e a retirada da designação de organização terrorista imposta ao grupo Palestine Action, declarado ilegal em julho após ativistas picharem dois aviões de vermelho em Brize Norton em protesto contra a guerra de Israel em Gaza.

Os autores da carta afirmaram que os ativistas foram presos "sem julgamento e sem condenação" e acusaram as autoridades de "injustiça" e de empregar linguagem relacionada ao terrorismo para "privar esses prisioneiros da simpatia pública e de seus direitos básicos antes de qualquer julgamento".