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Casa Branca diz que conta com 'plena cooperação' das autoridades da Venezuela

Porta-voz Karoline Leavitt defendeu agressão militar realizada contra Caracas. Mais cedo, presidente encarregada venezuelana reafirmou independência e soberania do país.
Casa Branca diz que conta com 'plena cooperação' das autoridades da VenezuelaEvan Vucci / AP

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta segunda-feira (12) que o governo de Donald Trump contou com "total cooperação" das autoridades da Venezuela, atualmente liderado pela presidente encarregada, Delcy Rodríguez.

"Até agora, contamos com a total cooperação das autoridades provisórias da Venezuela", disse a funcionária em entrevista à emissora Fox News.

Referindo-se à agressão militar que os EUA realizaram contra a Venezuela no último dia 3 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, bem como aos fatos posteriores, a porta-voz do governo destacou que "o mundo nunca tinha visto um sucesso como este antes".

"Acredito que o presidente Trump e sua equipe de segurança nacional fizeram uma avaliação realista da situação na Venezuela. E essa decisão se mostrou acertada, porque vejam o que o presidente Trump e sua equipe conseguiram em pouco mais de uma semana" desde o ataque, defendeu.

Desde então, ressaltou, graças à cooperação das autoridades "interinas", Trump conseguiu fechar um "acordo energético no valor de US$ 500 bilhões" e "31 milhões de barris de petróleo estão agora a caminho dos EUA para serem vendidos". Como outros funcionários já haviam apontado anteriormente, ela reiterou que o dinheiro desse petróleo "será depositado em uma conta controlada pelo governo dos EUA".

Ela também mencionou a libertação de um número significativo de venezuelanos e estrangeiros detidos, sendo "algo que os EUA desejavam há muito tempo", segundo Leavitt. "Portanto, até agora, temos visto muita cooperação, e o presidente espera que isso continue", acrescentou. 

Venezuela reafirma independência

A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, reiterou nesta segunda-feira (12) que seu país não está sendo governado por nenhum governo estrangeiro, mas que são as autoridades locais que estão no comando da situação.

"Tenho visto caricaturas na Wikipedia sobre quem manda na Venezuela. Bem, aqui há um governo que manda na Venezuela, aqui há uma presidente encarregada e há um presidente refém nos EUA", sustentou.

Nesse sentido, Rodríguez afirmou que Caracas governa "junto com o povo organizado, junto com o poder popular" e avança "em relações internacionais de respeito, no âmbito da legalidade internacional, para reivindicar e proteger os direitos" de sua "amada Venezuela".

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.