As autoridades da Groenlândia declararam nesta segunda-feira (12) que não aceitam tornar-se território dos EUA "sob nenhuma circunstância" em resposta às ameaças do presidente Donald Trump de tomar a ilha dinamarquesa.
"Os EUA reiteraram mais uma vez seu desejo de se apoderar da Groenlândia", algo que "a coalizão governante da Groenlândia não pode aceitar sob nenhuma circunstância", afirmou o governo do território autônomo sob soberania do Reino da Dinamarca.
O governo salientou que trabalhará para desenvolver a defesa do território ártico no âmbito da OTAN.
- Trump está determinado a tornar a Groenlândia parte dos EUA "de um jeito ou de outro", argumentando que navios de diversas nações navegam perto da costa norte dos EUA, então Washington precisa "ter cuidado". "Sim, nós precisamos da Groenlândia. Precisamos dela para nossa defesa", insistiu Trump .
- A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não faz sentido falar sobre a necessidade de os EUA tomarem a Groenlândia. Os EUA não têm o direito de anexar um dos três países da Commonwealth do Reino da Dinamarca."
- Em 3 de janeiro, Katie Miller, esposa do chefe de gabinete adjunto da Casa Branca, Stephen Miller, publicou uma imagem de um mapa da Groenlândia com as cores da bandeira americana e a legenda "em breve".
- O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, classificou a foto como "desrespeitosa" e reiterou que o país "não está à venda".
Mais tarde, o próprio Stephen Miller afirmou que "para que os Estados Unidos garantam a segurança da região do Ártico, para proteger e defender a OTAN e seus interesses, obviamente a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos".
A administração Trump deixou claro que não descarta a via militar para se apoderar do território. Também pondera a possibilidade de oferecer à Groenlândia um acordo ao estilo dos Pactos de Associação Livre (COFA, na sigla em inglês), uma fórmula que daria às forças americanas direitos de acesso exclusivo às águas territoriais e ao espaço aéreo da Groenlândia, em troca de assistência econômica e financeira.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se reunirá na próxima semana com as autoridades da Dinamarca para discutir sobre a Groenlândia e uma hipotética intervenção militar no local.
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