Crimes de guerra de Kiev: Rússia denuncia assassinato de 130 civis e ataques a quem tenta fugir

Autoridades russas revelam que possuem testemunhos e registros fotográficos que comprovam execuções, abusos e destruição deliberada em áreas libertadas; diplomata afirma que as potências ocidentais ignoram os relatos e impedem apuração externa sobre casos semelhantes.

As Forças Armadas da Ucrânia assassinaram cerca de 130 civis na localidade de Selidovo, na República Popular de Donetsk, na Rússia, segundo revelou à RT o embaixador especial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia para os Crimes do Regime de Kiev, Rodion Miroshnik.

De acordo com ele, a investigação segue em curso e o número de vítimas pode aumentar.

Miroshnik afirmou que, embora a cidade tenha sido libertada há mais de um ano, a área ainda apresenta riscos. Ele conta que os números são preliminares, e revelou que há testemunhos e registros fotográficos que sustentariam as denúncias de ataques sistemáticos contra a população civil.

Segundo o diplomata, parte das vítimas foi morta nas ruas ou dentro de casa, durante buscas feitas por soldados ucranianos, com disparos à queima-roupa. Ele mencionou ainda relatos de violência sexual antes dos assassinatos e afirmou que sobreviventes eram rotulados como "colaboradores" e condenados à morte, prática que não se restringe a Selidovo.

"Essa estratégia, que foi implementada pela parte ucraniana em Selidovo, é uma estratégia de terra arrasada e de extermínio de todos os civis que permaneceram no território que o Exército ucraniano estava abandonando", afirmou.

Falta de interesse do Ocidente

Miroshnik criticou a falta de interesse do Ocidente em analisar os relatórios apresentados: "Publicamos mais de um relatório, em particular sobre Selidovo. No entanto, não vemos um interesse genuíno por parte do Ocidente em revisar esses materiais. Observamos apenas uma tentativa de silenciar esse assunto e evitar uma investigação internacional ou uma análise detalhada desses documentos", declarou.

"Ao mencionar os locais onde ocorreram situações semelhantes [às de Selidovo], podemos citar Avdeyevka e, agora, a aglomeração de Krasnoarmeisk-Dimitrov. Atualmente, estamos recebendo depoimentos e informações de pessoas sobre assassinatos e destruição intencional de infraestruturas civis, das quais a população civil está simplesmente sendo expulsa, obrigando-a a abandonar o território", disse Miroshnik.

Ele também denuncia que Kiev está expulsando moradores de suas casas nessas áreas e que civis que tentam se deslocar para regiões libertadas pelas tropas russas também correm o risco de serem mortas ou feridas pelas tropas ucranianas,