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Venezuela confirma libertação de 116 presos por perturbação da ordem pública

A medida foi formalizada por meio de um comunicado divulgado nas redes sociais pelo Ministério do Poder Popular para o Serviço Penitenciário do país.
Venezuela confirma libertação de 116 presos por perturbação da ordem públicaRedes sociais

O governo venezuelano confirmou nesta segunda-feira (12) a libertação de mais 116 pessoas que estavam detidas supostamente por perturbação da ordem pública e ataques "contra a estabilidade da nação".

A medida foi formalizada por meio de um comunicado divulgado nas redes sociais pelo Ministério do Poder Popular para o Serviço Penitenciário.

"Essas ações decorrem da revisão integral dos casos iniciada voluntariamente pelo presidente constitucional, Nicolás Maduro Moros. Este processo prosseguiu sob a direção da presidente encarregada, Delcy Eloína Rodríguez Gómez, no âmbito de uma política orientada para a justiça, o diálogo e a preservação da paz", afirmou a instituição.

"Revisão permanente"

O comunicado afirma que o "procedimento de revisão será mantido de forma permanente e contínua", com "estrita observância da legislação vigente".

Em 8 de janeiro, o presidente da Assembleia Nacional (AN), Jorge Rodríguez, anunciou a libertação de "um número significativo de venezuelanos e estrangeiros" como "um gesto unilateral" do Governo Bolivariano para consolidar a paz interna.

Tais libertações ocorrem uma semana após os bombardeios dos EUA em território venezuelano que culminaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores; na morte de pelo menos 100 pessoas, incluindo civis e militares; e em danos contra diversas infraestruturas.

Agressão contra a Venezuela e sequestro de Maduro

  • No sábado (3), os EUA lançaram um ataque militar massivo em território venezuelano. A operação terminou com o sequestro de Maduro e Flores, que foram levados para Nova York.
  • Caracas classificou as ações de Washington como uma "gravíssima agressão militar" e alertou que o objetivo dos ataques "não é outro senão apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação".
  • Maduro se declarou inocente na segunda-feira (5) em sua primeira audiência perante a Justiça dos EUA no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, acusado de narcoterrorismo. Flores procedeu da mesma forma.
  • A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodrígueztomou posse na segunda-feira (5) como presidente encarregada do país sul-americano.
  • Muitos países do mundo, entre eles a Rússia e a China, pediram a libertação de Maduro e sua esposa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia destacou que a Venezuela deve ter garantido o direito de decidir seu destino sem qualquer intervenção externa. "Reafirmamos a solidariedade inabalável da Rússia com o povo e o governo venezuelanos. Desejamos à presidente encarregada Delcy Rodríguez sucesso na resolução dos desafios que a República Bolivariana enfrenta. Por nossa parte, expressamos nossa disposição de continuar a prestar o apoio necessário ao nosso país amigo, a Venezuela", acrescentou.