
Chanceler iraniano: grupos terroristas armados se infiltraram entre manifestantes

O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou nesta segunda-feira (12) que "grupos terroristas se infiltraram entre os manifestantes" com o objetivo de desviar os protestos de suas intenções pacíficas.

"Temos provas de disparos contra as forças de segurança com a intenção de aumentar o número de vítimas, que é o que Trump quer", disse Araghchi durante reunião com chefes de missões diplomáticas. Ele também criticou países ocidentais, "especialmente os Estados Unidos", alegando que, no passado, eles reagiram a protestos em seus próprios territórios “de forma violenta e com medidas de segurança”.
Além disso, Araghchi informou que o governo "iniciou imediatamente conversas com comerciantes e partes interessadas" e adotou "medidas e reformas" em resposta às manifestações.
O que se sabe até agora
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
"Para atender ao descontentamento social, nós, funcionários públicos, devemos revisar nossa gestão e nossas instituições", acrescentou. "Acho que a culpa é minha. A culpa é nossa", enfatizou o presidente.
Incidentes provocados
O governo iraniano alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
Uma situação semelhante ocorreu em 6 de janeiro na cidade vizinha de Abdanan, onde um grupo organizado transformou o protesto pacífico em distúrbios. A mídia ocidental indicou que os manifestantes haviam tomado Malekshahi e Abdanan. No entanto, essa informação foi desmentida pelas autoridades. A imprensa local informa que a polícia se deslocou para a área e reforçou a segurança.
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