
Escândalo no exército alemão: nazismo, drogas, violência e ameaças de estupro em unidade de elite

A Bundeswehr, o Exército alemão, é alvo de um escândalo envolvendo o Regimento 26 de Paraquedistas, sediado em Zweibrücken, no estado da Renânia-Palatinado.
O Ministério Público analisa mais de uma dezena de denúncias que incluem uso de uniformes ao estilo nazista, saudações hitleristas, consumo de drogas, assédio e registro de imagens de colegas no chuveiro, informou o Financial Times no domingo (11).
Na última quinta-feira (8), a revista Der Spiegel revelou novas acusações, entre elas a de que um capitão teria apontado uma pistola parcialmente carregada para dois soldados e a de que outro militar precisou passar por cirurgia após sofrer seguidos golpes na região genital e na cabeça desferidos por instrutores.

Denúncia e investigação
O caso veio a público em outubro do ano passado, após uma denúncia anônima. O Exército afirmou que apurava os fatos desde junho, a partir de queixas apresentadas por mulheres paraquedistas, que correspondem a cerca de 5% do efetivo da unidade.
Segundo as acusações, atuava no quartel uma "camarilha" ultradireitista e antissemita, que desferia insultos como "porco judeu", enquanto as mulheres eram alvo de piadas pornográficas, ameaças de estupro e atos de exibicionismo.
Um porta-voz do Exército afirmou que 55 suspeitos foram investigados. Três já foram expulsos, 19 respondem a processos de demissão e 16 inquéritos foram encaminhados ao Ministério Público — a maioria por envolvimento com drogas, além de casos de discurso de ódio e uso de símbolos extremistas proibidos.
