Notícias

Ucrânia quer proibir música russa em plataformas de streaming no país

Medida se somaria ao grande número de sanções impostas contra artistas da Rússia. Restrições também envolvem outras medidas que atingem a população russófona.
Ucrânia quer proibir música russa em plataformas de streaming no paísGettyimages.ru

Integrantes do regime de Kiev pretendem bloquear o acesso à música russa em plataformas internacionais de streaming, como Spotify e YouTube, dentro do território ucraniano, como parte da ampliação das sanções culturais adotadas pelo país. A informação divulgada pelo comissário de Política de Sanções da Ucrânia, Vladislav Vlasiuk, no sábado (10).

De acordo com ele, o regime planeja ampliar a lista de artistas russos sancionados e atuar junto às plataformas de streaming para restringir a disponibilização desse conteúdo no país. Segundo Vlasiuk, artistas russos são considerados "propagandistas" pelas autoridades ucranianas.

"Já sancionamos mais de cem artistas desse tipo. Acredito que ampliaremos um pouco mais essa lista e tentaremos convencer as novas plataformas de streaming a não publicar esse conteúdo no território da Ucrânia", afirmou.

O comissário também disse que não deseja que artistas russos apareçam em rankings mensais ou anuais de popularidade dentro das plataformas acessíveis no país.

Restrições

Desde 2014, a Ucrânia vem adotando medidas voltadas à limitação do uso do idioma russo em espaços públicos. Em 2019, o Parlamento ucraniano aprovou uma lei que estabeleceu o uso obrigatório do ucraniano em áreas como educação, entretenimento, política, negócios e serviços.

Após a escalada do conflito em 2022, o país ampliou restrições que incluem a proibição de obras artísticas, concertos, filmes, livros e músicas em russo, além da retirada do ensino do idioma em escolas e universidades.

Também foram adotadas medidas contra topônimos associados à Rússia.

Posição de Moscou

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou em diferentes ocasiões que uma solução para a crise passa pela abordagem de "questões humanitárias", citando "a língua russa e os direitos legítimos das pessoas na Ucrânia que desejam desenvolver e fomentar relações" com Moscou.