
VÍDEO: manifestantes invadem e destroem mesquita durante onda de violência no Irã

Um vídeo publicado por veículos locais mostra o momento em que manifestantes iranianos invadem e vandalizam uma mesquita, destruindo parte do mobiliário e da ornamentação interna. A gravação circula amplamente nas redes sociais e evidencia a escalada da violência registrada nos últimos dias no país.
Manifestantes invadem e destroem mesquita durante onda de violência no IrãPresidente do país atribui os atos violentos à presença de forças estrangeiras e denuncia mortes e incêndios provocados.Saiba mais: https://t.co/vMA5eUtyo6pic.twitter.com/y7kNvBxREl
— RT Brasil (@rtnoticias_br) January 11, 2026
Durante os distúrbios, segundo autoridades locais, ao menos 34 mesquitas foram incendiadas em diferentes cidades iranianas.
De acordo com o chefe do Departamento de Bombeiros de Teerã, Qodratollah Mohammadi, os manifestantes também colocaram fogo em 26 residências e promoveram ataques incendiários contra 40 agências bancárias, 15 centros comerciais, 13 edifícios do governo e 50 veículos, incluindo carros de serviços públicos.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, relacionou os atos de violência à influência de forças estrangeiras.
"Introduziram terroristas do estrangeiro. Incendiaram mesquitas. Incendiaram pessoas, decapitaram algumas. Essas pessoas não pertencem a este país. Se alguém pertence a este país, que proteste, e ouviremos seu protesto, o atenderemos e o resolveremos. Estão matando pessoas inocentes no local, provocando incêndios; isso é inaceitável", afirmou Pezeshkian.
As autoridades iranianas ainda não divulgaram números oficiais sobre mortos ou feridos relacionados aos episódios mais recentes de violência.
O que se sabe até agora
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
"Para atender ao descontentamento social, nós, funcionários públicos, devemos revisar nossa gestão e nossas instituições", acrescentou. "Acho que a culpa é minha. A culpa é nossa", enfatizou o presidente.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
Uma situação semelhante ocorreu em 6 de janeiro na cidade vizinha de Abdanan, onde um grupo organizado transformou o protesto pacífico em distúrbios. A mídia ocidental indicou que os manifestantes haviam tomado Malekshahi e Abdanan. No entanto, essa informação foi desmentida pelas autoridades. A imprensa local informa que a polícia se deslocou para a área e reforçou a segurança.
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