
Eslováquia cancela ajuda militar ao regime de Kiev e pede destituição de Kaja Kallas da UE

O presidente da Eslováquia, Peter Pellegrini, o primeiro-ministro, Robert Fico, e o presidente do Parlamento, Richard Raši, cancelaram o fornecimento de apoio militar à Ucrânia neste domingo (11), segundo informou a imprensa local.
Os três afirmaram manter relações institucionais estáveis e capacidade de diálogo construtivo. Segundo Pellegrini, o objetivo é demonstrar que "é possível fazer política de forma culta" e que os principais líderes do país precisam atuar de forma conjunta "para o bem da República da Eslováquia".

As autoridades confirmaram que a Eslováquia não enviará armas nem soldados à Ucrânia e não participará de garantias para grandes empréstimos vinculados à Comissão Europeia.
Também houve consenso em condenar ações militares dos Estados Unidos na Venezuela, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A Eslováquia classificou a intervenção norte-americana como violação do direito internacional.
Apesar das críticas, os três reiteraram que a União Europeia continua sendo um espaço essencial para a Eslováquia. Fico, no entanto, afirmou que o bloco enfrenta uma crise profunda e defendeu que o país atue de forma soberana para proteger seus interesses, especialmente em temas como segurança internacional e energia.
Críticas à liderança da UE
Robert Fico defendeu publicamente a destituição da alta representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Kaja Kallas. Em entrevista ao canal eslovaco TA3, o premiê declarou: "Precisamos substituir Kaja Kallas. Esta é a primeira vez que digo isso abertamente".
Segundo Fico, a União Europeia atravessa "uma crise internacional" e demonstra incapacidade de reagir de forma eficaz, carecendo de posições próprias e de "uma liderança forte". Ele também criticou a reação do bloco ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela, apontando declarações vagas e ausência de condenação direta.
Kallas, conhecida por posições firmes em outros temas internacionais, limitou-se a pedir moderação e relembrou a posição da UE de que o presidente venezuelano Nicolás Maduro "carece de legitimidade", sem criticar diretamente Washington.

