Irã convoca embaixador do Reino Unido após ataque à embaixada em Londres

Teerã expressou forte protesto após incidente envolvendo a bandeira do país na capital britânica.

O governo iraniano convocou o embaixador do Reino Unido em Teerã, em protesto contra um ataque à sua embaixada em Londres e contra declarações feitas pelo ministro britânico das Relações Exteriores. A informação foi divulgada pela agência Mehr neste domingo (11).

Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Irã, elementos considerados "anti-Irã" violaram a embaixada em Londres e desrespeitaram a bandeira da República Islâmica do Irã. O incidente foi acompanhado de declarações classificadas como intervencionistas por parte do ministro britânico das Relações Exteriores, o que levou Teerã a apresentar uma forte objeção diplomática.

Ainda de acordo com o comunicado oficial, a República Islâmica do Irã transmitiu ao embaixador britânico uma nota de "forte protesto" pelas ações ocorridas no Reino Unido, ressaltando a responsabilidade do governo britânico em proteger missões diplomáticas estrangeiras em seu território, conforme prevê a Convenção de Viena.

Protestos 

Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americanoinformam os meios de comunicação locais.

As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.

"Para atender ao descontentamento social, nós, funcionários públicos, devemos revisar nossa gestão e nossas instituições", acrescentou. "Acho que a culpa é minha. A culpa é nossa", enfatizou o presidente.

Incidentes provocados

No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.

No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.

Uma situação semelhante ocorreu em 6 de janeiro na cidade vizinha de Abdanan, onde um grupo organizado transformou o protesto pacífico em distúrbios. A mídia ocidental indicou que os manifestantes haviam tomado Malekshahi e Abdanan. No entanto, essa informação foi desmentida pelas autoridades. A imprensa local informa que a polícia se deslocou para a área e reforçou a segurança.

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