
Trump avalia medidas para apoiar protestos no Irã, diz Axios

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, analisa diferentes opções para apoiar os protestos que acontecem no Irã e enfraquecer o governo do país, segundo informou o portal Axios neste domingo (11), com base em relatos de funcionários norte-americanos.

De acordo com as fontes, várias alternativas foram apresentadas ao mandatário, mas até o momento nenhuma decisão final foi adotada.
Um dos funcionários afirmou que "todas as opções estão sobre a mesa", enquanto outro destacou que, embora ataques militares tenham sido mencionados nas discussões, a maioria das propostas atuais não envolve o uso direto da força.
Segundo a Axios, veículos de imprensa dos Estados Unidos relataram que integrantes da administração apresentaram a Trump cenários que incluem ações contra o Irã, como operações direcionadas a alvos não militares em Teerã.
Apoio público
No sábado (10), Trump manifestou apoio aos manifestantes iranianos, que protestam em diversas cidades contra a crise econômica e a forte desvalorização da moeda.
"O Irã busca a liberdade, talvez como nunca antes", declarou o presidente, acrescentando que "os Estados Unidos estão prontos para ajudar".
Em uma advertência direta às autoridades iranianas, Trump afirmou na sexta-feira (9) que Washington não permanecerá inerte caso forças de segurança passem a atirar contra os manifestantes.
"É melhor que não comecem a atirar, porque nós também começaremos a atirar", disse.
O que se sabe até agora
Os protestos eclodiram no final de 2025, depois que comerciantes da capital Teerã fecharam seus negócios em protesto contra a desvalorização do rial iraniano, que caiu para mínimos históricos em relação ao dólar americano, informam os meios de comunicação locais.
As autoridades admitiram as pressões econômicas que a população suporta e sinalizaram que as manifestações pacíficas são legítimas. "Devemos melhorar nosso desempenho e prestar atenção aos resultados de nossas ações", afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.
"Para atender ao descontentamento social, nós, funcionários públicos, devemos revisar nossa gestão e nossas instituições", acrescentou. "Acho que a culpa é minha. A culpa é nossa", enfatizou o presidente.
Incidentes provocados
No entanto, o governo alertou sobre a presença de indivíduos ligados a serviços de inteligência estrangeiros que, segundo afirma, procuram provocar distúrbios e desvirtuar os protestos.
No município de Malekshahi, na província ocidental de Ilam, foram registrados confrontos entre as forças de segurança e manifestantes no sábado, 3 de janeiro. Um pequeno grupo atacou um hospital e causou destruição nas vias públicas. Pelo menos três manifestantes e um policial morreram, além de vários feridos, segundo informou a agência Mehr.
Uma situação semelhante ocorreu em 6 de janeiro na cidade vizinha de Abdanan, onde um grupo organizado transformou o protesto pacífico em distúrbios. A mídia ocidental indicou que os manifestantes haviam tomado Malekshahi e Abdanan. No entanto, essa informação foi desmentida pelas autoridades. A imprensa local informa que a polícia se deslocou para a área e reforçou a segurança.
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