
Chanceler iraniano questiona legitimidade dos EUA ao condenar protestos fora de suas fronteiras

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, acusou os Estados Unidos de manter um duplo padrão ao lidar com protestos e ações policiais ao citar a morte de uma mulher norte-americana por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês).

De acordo com Araghchi, neste domingo (11), a mulher — identificada como cidadã norte-americana e mãe de três filhos — foi executada a queima-roupa por agentes do ICE.
O governo dos Estados Unidos classificou a vítima como uma "terrorista doméstica", enquanto o presidente Donald Trump justificou a ação como sendo um ato de "autodefesa". O Departamento de Segurança Interna também teria advertido: "Se você tocar em um agente federal, enfrentará toda a extensão da lei".
"Isso parece um 'protesto' por liberdade? Ou exatamente o tipo de cena que a Administração dos EUA jamais toleraria dentro de suas próprias fronteiras?", questionou o chanceler.
Na sequência, Araghchi apontou a situação interna do Irã, afirmando que policiais iranianos estão sendo executados por "terroristas reais", sob coordenação de agentes do serviço secreto israelense, o Mossad. "E nós temos as provas", afirmou. Segundo ele, a existência de tais operações já foi reconhecida publicamente por Mike Pompeo, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos.
