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'O direito e a justiça estão do lado de Cuba': Chanceler cubano responde a Trump

"Os EUA se comportam como uma potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança [...] não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo", declarou o ministro das Relações Exteriores cubano.
'O direito e a justiça estão do lado de Cuba': Chanceler cubano responde a TrumpLev Radin/Pacific Press

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, respondeu às recentes ameaças de Donald Trump, lembrando que o "direito e a justiça" estão do lado de Havana.

"O direito e a justiça estão do lado de Cuba", escreveu o ministro em sua conta no X neste domingo (11). "Os EUA se comportam como uma potência hegemônica criminosa e descontrolada que ameaça a paz e a segurança, não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas em todo o mundo", afirmou.

Anteriormente, o presidente americano instou Havana a chegar a um acordo "antes que seja tarde demais", afirmando que não receberá mais petróleo nem dinheiro da Venezuela.

A esse respeito, Rodríguez Parrilla enfatizou que seu país "tem o direito absoluto" de importar combustível dos mercados "dispostos a exportá-lo", além de exercer seu direito de desenvolver suas relações comerciais "sem a interferência ou subordinação às medidas coercitivas unilaterais dos EUA".

Ameaças de Trump

Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos escreveu em suas redes sociais: "Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero! Recomendo enfaticamente que cheguem a um acordo antes que seja tarde demais".

Em sua declaração, ele contextualizou e justificou essa medida afirmando que "Cuba viveu por muitos anos de grandes quantidades de petróleo e dinheiro provenientes da Venezuela. Em troca, Cuba prestou serviços de segurança aos dois últimos ditadores venezuelanos, mas isso acabou!".

"Agora a Venezuela conta com os Estados Unidos, o exército mais poderoso do mundo (de longe!), para protegê-la, e nós a protegeremos", proclamou.

Bloqueio contra Cuba

As ameaças de Trump ocorrem em meio ao bloqueio econômico e comercial que os EUA mantêm sobre Cuba há mais de seis décadas. A medida deveria durar até que o governo cubano compensasse os bens dos cidadãos americanos que foram nacionalizados durante a Revolução Socialista. Mas o embargo, que afeta gravemente a economia do país, não só se mantém até hoje, como também foi reforçado com inúmeras medidas coercivas e unilaterais por parte da Casa Branca.

Atualmente, praticamente todos os países do mundo condenam o bloqueio. Da mesma forma, a Assembleia Geral da ONU também se pronunciou dezenas de vezes contra essas políticas.