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Trump: 'Não mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero!'

O presidente dos Estados Unidos volta a ameaçar Cuba e "recomendou" a chegar a um acordo "antes que seja tarde demais".
Trump: 'Não mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero!'Gettyimages.ru / Alex Wong

Em uma nova ameaça contra um Estado soberano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (11) que Cuba não receberá mais petróleo nem dinheiro da Venezuela.

"Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba. Zero! Recomendo enfaticamente que cheguem a um acordo antes que seja tarde demais", escreveu Trump na rede social Truth Social.

Em sua declaração, ele contextualizou e justificou essa medida afirmando que "Cuba viveu durante muitos anos de grandes quantidades de petróleo e dinheiro provenientes da Venezuela. Em troca, Cuba prestou serviços de segurança aos dois últimos ditadores venezuelanos, mas isso acabou!".

O presidente americano garantiu que "a maioria desses cubanos morreu no ataque dos EUA nas últimas semanas, e a Venezuela já não precisa da proteção dos bandidos e extorsionários que a mantiveram refém durante tantos anos".

"Agora a Venezuela conta com os Estados Unidos, o exército mais poderoso do mundo (de longe!), para protegê-la, e nós a protegeremos", proclamou.

Pressão por parte dos EUA

Após a agressão dos EUA contra a Venezuela, que culminou com o sequestro do presidente Nicolás Maduro, Donald Trump fez declarações ameaçando aumentar a pressão sobre Cuba.

O presidente afirmou que "entrar e destruir" Cuba poderia ser a única opção restante para forçar uma mudança. Nesse contexto, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou durante uma reunião com executivos do setor petrolífero que as autoridades cubanas optaram por "ter controle político sobre o povo em vez de uma economia que funcione".

Diante dessas ameaças, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, declarou na sexta-feira (10) que Cuba não está disposta a "vender o país nem ceder à ameaça e à chantagem" dos Estados Unidos. Ele denunciou que "os EUA pretendem impor sua vontade sobre os direitos dos Estados soberanos" e há 67 anos aplicam "força e agressão contra Cuba", e reafirmou seu compromisso inabalável de "defender" a nação.

Embargo de seis décadas

Em outubro de 1960, os EUA estabeleceram um embargo contra Cuba. Posteriormente, em 1962, o presidente John F. Kennedy endureceu drasticamente as medidas, impondo um bloqueio comercial quase total que afetou profundamente a economia cubana.

Concebido inicialmente como uma ação temporária para obter compensações, o embargo não só se manteve durante seis décadas sob doze administrações diferentes, como também foi reforçado com sucessivas medidas coercitivas.

Atualmente, praticamente todos os países do mundo condenam o bloqueio. Da mesma forma, a Assembleia Geral da ONU também se pronunciou em dezenas de ocasiões contra essas políticas.

Após a incursão militar dos EUA na Venezuela e o sequestro de Maduro, Marco Rubio afirmou que as autoridades cubanas "se safaram por mais de 60 anos porque contavam com doadores: a URSS e, recentemente, a Venezuela, mas isso acabou".